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sexta-feira, 19 de julho de 2024
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Tomizo Ishida Sensei - Katana Kaji - Mestre Forjador de Espadas Japonesas.
Tomizo Ishida Sensei pode ser considerado o mais criativo e inovador dos artesãos japoneses que produziram katana no Brasil. Nasceu em Gumma, próximo a Tóquio, em 24 de novembro de 1924, tendo chegado ao Brasil com seus pais em 1933, para trabalhar em uma fazenda de Mirandópolis, São Paulo.
Desde sua infância, Tomizo Ishida Sensei teve fascinação por espadas japonesas, embora não descendesse de uma família de "espadeiros".
Em 1949, aos 25 anos, Tomizo Ishida Sensei resolveu vir para a cidade de Mairiporã (a 50 km da capital paulista). Poucos anos depois tornou-se relojoeiro e ourives, abrindo seu próprio negócio.
Apenas em 1962 que Ishida Sensei decidiu se iniciar na produção de espadas japonesas. Foi de forma amadora que começou a produzir exemplares de katana, wakisashi e tatchi, baseando-se apenas em livros que parentes do Japão lhe enviavam. Posteriormente, teve contato prático com Oda Sensei e Oura Sensei, renomados artífices de espadas japonesas no Brasil.
Ao longo dos anos, Ishida Sensei se tornaria conhecido não só por forjar boas katana, mas também por produzir furnituras tais como tsuba, fuchi, kashira, menuki e saia, itens que naquele momento eram considerados os mais aprimorados dentre os oferecidos pelos mestres espadeiros japoneses radicados no Brasil.
Tomizo Ishida Sensei foi, desde o início de sua atividade de katanakaji (forjador de katana), inovador em suas criações, tendo desenvolvido um método próprio de trabalho, interpretando as clássicas espadas japonesas e adaptando-as ao seu estilo e experiência pessoal como praticante de Iai Do (estilo de esgrima japonesa, bastante diferente do Kendo conforme o conhecemos hoje, que se caracteriza pelo saque preciso, rápido e fulminante). Assim, a maioria das criações de Ishida Sensei fugiu de algumas regras convencionais e ortodoxas que essas clássicas espadas têm. Entre as mudanças destacam-se:
O orifício da passagem do pino (mekugi-ana) que trava a lâmina é sempre colocado um pouco mais para trás do que o habitual. Dentro da geometria de suas katana, Ishida Sensei entendia que isto as travava melhor e de forma mais "sólida".
A espessura da lâmina é levemente menor e a largura pouco maior do que os padrões tradicionais, tendo em vista o entendimento de que os aços modernos são naturalmente de melhor qualidade, e que tudo isso proporcionaria um equilíbrio mais adequado ao sabre.
A linha de têmpera é mais alta do que a convencional. Alguns katanakaji modernos do Japão também adotaram essa técnica a partir de 1960, quando lá reiniciou-se oficialmente a produção de espadas; com isso, eventuais pequenos "dentes" da lâmina poderão ser retirados no re-polimento sem diminuição consistente da área temperada.
Em algumas criações especiais ou para uso pessoal, o primeiro seppa (espaçador), aquele na junção entre a empunhadura e a tsuba, é em couro laqueado. Segundo Ishida Sensei, o objetivo é amortecer mais as vibrações ocasionadas por golpes, que, de outra forma, seriam forçosamente passadas às mãos do espadachim.
A técnica de forja de Ishida Sensei.
Assim como Kunio Oda, Ishida Sensei forjava suas espadas na técnica maru-gitae inicialmente usando aço carbono 1045, posteriormente passando ao aço do tipo RCC (designação comercial; equivalente ao atual VC-130) por seu maior conteúdo de carbono.
A criatividade de Ishida também podia ser observada no hamon de suas katana, pois o artesão o produzia em 3 (três) tipos:
- gunome (sucessão de picos irregulares)
- notare (ondas)
- suguha (quase reto)
Nas furnituras que decidiu produzir, a preferência de Ishida recaiu naquelas de "estilo primitivo", rústicas mas muito robustas, a maioria sendo fundidas a partir de moldes que o próprio artesão, como ourives que era. A marcante preferência do artesão por motivos de dragões era revelada nas kashira (pomos) e nos menuki. Os fuchi (calços) com a figura de um sábio japonês lendo escrituras sagradas foram uma constante a partir do final da década de 1970.
Por ser praticante de Iaido do estilo Shinto Ryu (mesmo estilo praticado pelo Mestre Akira Tsukimoto), Ishida Sensei desenvolveu especial predileção pela manufatura de uchigatana (literalmente, espadas de combate), com lâmina de comprimento entre 53 e 62 cm, e é neste tipo que encontram-se algumas de suas mais refinadas criações.
Para seus uchigatana, Ishida Sensei chegou a desenvolver um tsuba próprio, inspirado num original muito antigo, o qual acabou tornando-se uma das preferidas da clientela. Embora obtida por boa fundição, os detalhados desenhos de flores, folhas, bambus (que por vezes tornavam-se feixes de palha) e a rede de pesca vazada em cerca de 50% de sua área exigiam do artesão demorado e detalhado trabalho de retoque.
Seus habaki (ou colarinhos da lâmina) são sempre de cobre, lisos, imediatamente reconhecidos por generosa espessura e um pronunciado chanfrado na parte dianteira, para facilitar sua entrada na bainha.
Ishida Sensei usou tanto same (pele de arraia) importado quanto nacional e era relativamente freqüente o artesão tratar os de granulação fina com laca dourada em técnica similar a usada no Japão feudal para montagens de alto luxo, o que lhes concedia uma aparência mais destacada. Entretanto, Ishida Sensei apenas usou fitas importadas, de seda ou algodão, mas a maioria na cor negra.
A quase totalidade das criações de Ishida apresenta montagens completas, do tipo bukezukuri (literalmente, ao modo da casa dos samurais).
Ao contrário das saia (bainhas) da fase inicial, só negras, pintadas, criações das fases intermediárias (a partir de 1978) e final as apresentam em lacas de cores variadas, mas com nítida preferência pela aplicação de grânulos pequenos e esparsos de purpurina multicolorida, também como algumas originais antigas de alto luxo.
Ishida Sensei apenas assinou criações cuja lâmina tivesse o desenho de um detalhado dragão numa das faces, lavração que ele mesmo executava a buril. Na maioria das demais criações, usou marcas de lima do tipo katte-sagari (levemente inclinadas), nos nakago cujas formas eram, na maioria dos casos, comuns (futsu), com cortes terminais em "V" irregular (iri-yamagata) ou em linha reta (kiri).
Reconhecimento do Forjador Mestre Espadeiro.
Yoshisuke Oura considerava Ishida Sensei como um discípulo forjador e o tratava com respeito, sendo também freqüentes os cumprimentos pela alta qualidade de suas bainhas e o desenvolvimento de furnituras elaboradas. Quando Oura faleceu em 2000, uma das coisas que legou a seu filho Haruo foi um conjunto de 3 tsuba especialmente confeccionadas por Ishida Sensei e que dele havia ganho.
Em 1988, com as comemorações oficiais dos 80 anos da imigração japonesa para o Brasil, Ishida foi comissionado pelos organizadores das festividades para confeccionar uma espada alusiva ao fato. O artesão forjou então uma soberba lâmina e para ela projetou uma montagem totalmente executada em bambu e com fitas de couro, como algumas raríssimas originais pós 1860. Essa inusitada criação, Nagasa de 78 cm, foi exposta durante boa parte daquele ano no famoso Bunkyo da Associação Cultural Japonesa, no bairro da Liberdade.
Em 1991, ele e sua esposa foram agraciados pela sociedade japonesa no Brasil com os títulos de comendadores grã-cruz por sua contribuição às artes nipônicas no Brasil.
Em sua primeira fase, produziu cerca de 350 espadas e informou que de tanto forjar lâminas durante longos períodos sem interrupção comprometeu muito a audição de um dos ouvidos. O artesão teve 3 filhos homens, mas nenhum seguiu seu ofício.
A partir do final da década de 1980, Tomizo Ishida Sensei diminuiu muito a produção das katana, vindo a encerrá-la oficialmente em 1992. Entretanto, a partir do final de 2004, felizmente, Ishida Sensei retomou a produção de espadas em edição limitada de suas famosas katana.
Ishida sensei atualmente é considerado pelo governo japonês um tesouro nacional fora do Japão.
Fonte :http://ishida.atipico.com.br
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Modelos da espada Japonesa
Uma espada japonesa legítima é geralmente fabricada artesanalmente e sob encomenda, adequando-se a características e necessidades de cada pessoa. Isso faz com que nenhuma espada seja exatamente igual a outra, e que nenhuma padronização de medidas tenha sido aplicada com absoluta precisão, mesmo quando houve produção maciça de katanás.
Espadas japonesas são medidas em unidades de shaku (1 shaku mede aproximadamente 30,3 centímetros), ou 10/33 metros. Também existem as medidas sun (um décimo de shaku), bu (um centésimo de shaku) e rin (um milésimo de shaku).
- Chisa-kataná: é uma kataná média, medindo entre 60 e 70 cm (um pouco mais longo que a wakizashi, mas mais curto que a kataná).
- Daitõ: nome que se dá a qualquer espada longa, com lâmina medindo mais de 2 shaku (mais de 60 cm).
- Daisho: nome que se dá ao conjunto de uma kataná com uma wakizashi (duas espadas de samurai similares, diferentes apenas no comprimento).
- Kataná: espada curva com ponta em forma de cunha, empunhadura longa para duas mãos e lâmina comprida com corte unilateral, medidindo em média de 60 a 70 cm, podendo ser mais longa. Ideal para rápidos golpes de corte e resistente, foi adotada pela classe guerreira (bushi).
- Kodachi: é a tachi curta, com lâmina que mede mais de 1 shaku e menos de 2 (entre 30 e 60 cm).
- Kozuka: pequena e fina faca utilitária, feita para se encaixar entre a saya (bainha) e a tsuba (guarda, placa redonda chata e vazada para proteger as mãos) de uma kataná. Seu cabo trabalhado serve de complemento decorativo da saya.
- Naginata: espada curta montada num cabo longo, lança. Também chamada de yari.
- Nodachi: kataná extraordinariamente longa, chegando a medir 3 shaku (90 cm), que é carregada nas costas. É o mesmo que õdachi.
- Sai: tridente com lâmina central mais longa que as lâminas laterais, usada para deter golpes de um adversário com uma kataná. Dela deriva o jitte, cassetete fino de metal sem ponta viva, com um gancho no lugar do copo da empunhadura, usada por policiais na Era Edo (1603-1867).
- Shotõ: nome que se dá a qualquer espada curta, com lâmina medindo mais de 1 shaku e menos de 2 (entre 30 e 60 cm).
- Tachi: refinada espada pronunciadamente encurvada de ponta dupla, com corte de um só lado da lâmina. Longa (75cm em média), usada pendurada por correntes com uma cinta, esse tipo de espada foi adotada pela alta aristocracia a partir do séc. VII.
- Tantõ: adaga; lâmina com menos de 1 shaku (30 cm). Usada em suicídio ritual.
- Tsurugi: espada de dois gumes e ponta dupla, similar às espadas ocidentais antigas, feita no Japão na Antigüidade. Seu formato e forma de fabricação baseavam-se em modelos e técnicas da China.
- Wakizashi: é a kataná curta, medindo de 30 a 60 cm
Fonte: www.culturajaponesa.com.br
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
CONFECÇÃO DO KATANA, MORADA DA ALMA
Para a completa construção de uma espada e de todas as suas partes são necessárias muitas etapas que vão desde a criação do aço utilizado até a construção de sua bainha. Hoje muitos cuteleiros se especializaram em algumas etapas da criação, ou seja, um cuteleiro faz a lãmina, outro é responsável pelo polimento, outro pelo habaki e outro pela bainha, isso faz com que a espada seja o mais perfeito possível em todas as suas características.
Criação do aço - É a primeira e mais importante etapa da fabricação da espada. O tamahagane, que é o aço japonês, é feito em pequenas fundições chamadas tatara. Este aço chega ao cuteleiro em uma forma meio bruta, aonde este refina o aço até o estado desejado.
Forjar o aço - É neste estágio que a espada começa a tomar forma, o bloco de metal começa a tomar forma e chega a ser dobrado dezenas de vezes até atingir o ponto exato . Ê neste estágio que se coloca a jaqueta de metal mais duro na lãmina.
Eliminar irregularidades - O cuteleiro praticamente raspa a espada para retirar algumas imperfeições.
Hamon - Depois de retiradas quaisquer imperfeições, o cuteleiro prepara para ser usado na criação do Hamon. Nesta etapa a espada com o barro é aquecida e rapidamente resfriada. É a variação na temperatura do barro com o metal que cria os desenhos do Hamon.
Sulcos e Figuras Decorativas - Os sulcos são feitos paralelamente 'a lãmina cortante. As figuras decorativas são escavadas na lãmina e possuem temas variados como dragões, flores, deuses e e etc.
Dando Forma ao Tang e Assinando a Lãmina - O cuteleiro dá forma ao Tang e se o trabalho for considerado bom, assina seu nome no Tang. Além do mais, caso queira, poderá colocar data e outras informações.
O Polimento - O polimento pode ser considerado uma arte por si próprio, requer muita técnica e atenção. Um polimento mal feito pode estragar todo o trabalho anterior. E no polimento que a lãmina mostra toda a sua beleza, são usados diversos tipos de pedras para amolar, entre as quais várias de tamanho mínimo.
O Habaki - Após o polimento da lãmina, esta já está pronta para receber o Habaki, que é uma peça de metal decorado que é colocado como um separador entre a lãmina polida e o Tang. O Habaki, além de decorar a espada, tem a função de manter a lãmina fixa na bainha, sem deixa-la escorregar. O Habaki é muitas vezes ornamentado com ouro e cobre.
A Bainha e a Empunhadura - A bainha da espada japonesa é feita da madeira de uma árvore chamada Ho. A bainha consiste de duas peças de madeira que são talhadas internamente na forma da espada, e então unidas. Depois de unidas a bainha é polida e está pronta para ser decorada. A empunhadura também é feita do mesmo material da bainha, e além disso ela também segue a mesma forma da bainha.
Criação do aço - É a primeira e mais importante etapa da fabricação da espada. O tamahagane, que é o aço japonês, é feito em pequenas fundições chamadas tatara. Este aço chega ao cuteleiro em uma forma meio bruta, aonde este refina o aço até o estado desejado.
Forjar o aço - É neste estágio que a espada começa a tomar forma, o bloco de metal começa a tomar forma e chega a ser dobrado dezenas de vezes até atingir o ponto exato . Ê neste estágio que se coloca a jaqueta de metal mais duro na lãmina.
Eliminar irregularidades - O cuteleiro praticamente raspa a espada para retirar algumas imperfeições.
Hamon - Depois de retiradas quaisquer imperfeições, o cuteleiro prepara para ser usado na criação do Hamon. Nesta etapa a espada com o barro é aquecida e rapidamente resfriada. É a variação na temperatura do barro com o metal que cria os desenhos do Hamon.
Sulcos e Figuras Decorativas - Os sulcos são feitos paralelamente 'a lãmina cortante. As figuras decorativas são escavadas na lãmina e possuem temas variados como dragões, flores, deuses e e etc.
Dando Forma ao Tang e Assinando a Lãmina - O cuteleiro dá forma ao Tang e se o trabalho for considerado bom, assina seu nome no Tang. Além do mais, caso queira, poderá colocar data e outras informações.
O Polimento - O polimento pode ser considerado uma arte por si próprio, requer muita técnica e atenção. Um polimento mal feito pode estragar todo o trabalho anterior. E no polimento que a lãmina mostra toda a sua beleza, são usados diversos tipos de pedras para amolar, entre as quais várias de tamanho mínimo.
O Habaki - Após o polimento da lãmina, esta já está pronta para receber o Habaki, que é uma peça de metal decorado que é colocado como um separador entre a lãmina polida e o Tang. O Habaki, além de decorar a espada, tem a função de manter a lãmina fixa na bainha, sem deixa-la escorregar. O Habaki é muitas vezes ornamentado com ouro e cobre.
A Bainha e a Empunhadura - A bainha da espada japonesa é feita da madeira de uma árvore chamada Ho. A bainha consiste de duas peças de madeira que são talhadas internamente na forma da espada, e então unidas. Depois de unidas a bainha é polida e está pronta para ser decorada. A empunhadura também é feita do mesmo material da bainha, e além disso ela também segue a mesma forma da bainha.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Partes do Katana
A Forma - Conhecendo-se a forma da espada, consegue-se saber para que fim ela foi desenvolvida, o período e de que escola ela deriva. Pelo fato de ser feita à mão sua forma pode ser considerada única.
• O Hamon - O Hamon é o padrão de cores que existe na lamina da espada. Sua função é apenas estética, mas requer uma técnica muito especial para a sua construção. Para criar o padrão o cuteleiro o desenha na lãmina com um tipo de barro, aquece a lãmina até uma certa temperatura e então a esfria em água. E graças a capa de barro que o metal é resfriado de forma desigual criando assim os belos padrões.
• Assinatura do cuteleiro - O cuteleiro quando termina uma espada e esta atingiu todos os padrões de qualidade exigidos por ele, então este satisfeito assina o seu nome no tang da espada, que é a empunhadura da lãmina, aonde não foi polida. No tang, além da assinatura, podem estar escritas outras informações como o ano de fabricação.
• Qualidade do aço - A qualidade do aço está muito relacionada com o período no qual a espada foi feita e com os recursos utilizados para a fabricação do aço. Como exemplo as espadas antigas possuem um tom cinza escuro, já as espadas mais modernas possuem um tom mais claro.
• Hada - É o projeto visível do grão do aço da espada, ou seja, a textura presente na lãmina. É o resultado da maneira que a espada foi dobrada durante o forjamento. Hada pode ser dificil para que o novato interprete e é obscurecido facilmente por uma lãmina deficientemente lustrada que seja manchada ou oxidada.

01-Menuki..........................................02-Kashira...................................................03-Habaki
• Saya - A bainha da espada, feita de madeira.
• Sageo - Uma corda presa de maneira trabalhada e especialmente em espadas de enfeite. É preso ao Obi (cinto) quando a espada está em uso. Também se conta que na época de guerra no Japão feudal, o sageo era usado para enforcar inimigos.
• Tsuba - O tsuba é um disco de ferro que serve para proteger a mão contra a lãmina da espada do oponente .
• Tsuka - O cabo da espada. É muito trabalhado e e detalhado . É a pegada da katana, tendo que ser muito bem feita para que a espada não escape da mão.
• Kojiri - É o final do saya(bainha) .Geralmente feito de chifre de búfalo ou algum tipo de metal. Alguns sayas não têm ou não precisam de um kojiri, que muitas vezes é usado como um componente artístico.
• Kurigata - É por onde o sageo(corda) é amarrado.Costuma ser feito da mesma madeira do saya, de chifre de búfalo ou algum tipo de metal.
• Koi-guchi - O koi-guchi é a "boca" do saya. Pode ser reforçado por algum tipo de metal, também usado como ornamento artístico
• Habaki - É a parte da espada que se encaixa no koi-guchi
resumo:
Boshi - o hamon do kissaki
Fuchi - anel ornado na parte superior do tsuka
Ha - fio da lâmina, geralmente em metal mais duro que o restante da espada
Habaki - colar da lâmina
Hada - grão da lâmina obtido pelo processo de forja chamado 'folded steel'
Hamon - linha na lâmina que mostra o encontro entre o ha e o mune
Hi - sulco na lâmina
Ho - estrutura de madeira do tsuka
Kashira - adorno na extremidade inferior do tsuka
Kashira-gane - orifício da kashira
Kissaki - ponta da lâmina
Ko-shinogi - curva do shinogi no boshi
Koiguchi - boca da bainha (saya)
Kojiri - extremidade inferior da bainha
Kurikata - orifício na lateral do saya onde se prende o sageo
Mekugi - pino de bambu que prende a lâmina ao cabo
Menuki - ornamentos abaixo do tsuka-ito
Mune - dorso da lâmina
Mekugi-ana - orifícios no nakago por onde passam os mekugi
Mono-uchi - porção superior da lâmina
Nakago - alma da lâmina
Sageo - cordão para prender o saya ao obi
Same-hada - textura do samegawa
Samegawa - couro de arraia ou de tubarão que reveste o tsuka
Saya - bainha de madeira
Seppa - anéis entre o tsuka e o tsuba e entre tsuba e o habaki
Shinogi - a linha que divide a lâmina em toda sua extensão
Shitodome - acabamento decorativo no kurikata
Sori - curvatura da lâmina
Tsuba - guarda-mãos
Tsuka - cabo
Tsuka-maki - a arte do encordamento do tsuka
Tsuka-ito - o encordamento no tsuka
Yassuri-me - marcas ásperas no nakago
Yokote - a linha entre o kissaki e o restante da lâmina
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