sexta-feira, 5 de junho de 2015

Butoku-kai ou Dai Nippon Butoku Kai (大日本武徳会)



Grande Casa das Excelências Marciais do Japão foi fundada em 1895, em Quioto, sob autoridade do Ministério da Educação Nipônico e auspícios do Imperador Meiji, para ser a última autoridade no país sobre as artes marciais japonesas. Tinha por escopo a preservação histórica e valorizar as virtudes guerreiras tradicionais da sociedade japonesa e, bem assim, estabelecer padrões a serem seguidos por todos.

História
Antecedentes
As origens da instituição podem ser achadas já com o Imperador Kammu que, no escopo de promover as artes marciais, manda construir o Butokuden ( sala das virtudes guerreiras), com localização nas imediações do templo Heian, em Quioto, no ano de 794. O Butokuden, à semelhança de um farol, tornou-se o centro de difusão das artes marciais japonesas.1

Adiantando no tempo, por volta do século XIX, sob direção de Bakufu Tokugawa, a instituição fomenta as diversas artes marciais no intuito de estabelecer a supremacia da classe dos samurais. Entretanto, sucede uma reviravolta com a Restauração Meiji, pois o foco passa a ser a preservação das artes marciais como um importante patrimônio cultural do Japão, eis que a sociedade entonces adopta um processo de modernização (ocidentalização) acelerada, para substituição da sociedade feudal.

Fundação
Em 1895, governador da província de Quioto, que era figura importante no âmbito das artes marciais japonesas, defende a idéia de fundar o Dai Nippon Butoku Kai naquela área, o que é feito sob autorização de el-Imperador Meiji. Entonces, renomados mestres dos sistemas tradicionais acorrem para aderir à instituição, tendo como primeiros presidente o príncipe Akihito Miya e, vice-presidente, Chiyaki Watanabe, governador de Quioto.

Logo foram inauguradas filiais em todas as províncias do Japão e, já em 1899, foram concluídas as filiais, nomeadas Butokuden, em cada prefeitura. Em 1905, criou-se a Escola de Artes Marciais para formação de professores e adoptou-se o sistema de dans de graduação e um colegiado de árbitros.3

Atualidades
A entidade se expandiu para além das fronteiras nipônicas, abrindo sés em outros países e realizando eventos. Por emxeplo, em 2005,no Dojo Ten-chi ,na cidade de Sintra, Portugal teve assento um seminário; em, 2006, Madrid - Espanha, também foi realizado o Seminário de Budo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

MOKUSO (meditação).

Mokuso é simplesmente ser, sem fazer nada - nenhuma ação, nenhum pensamento, nenhuma emoção. Você apenas é, e é puro prazer. De onde vem esse profundo prazer, quando você não está fazendo nada? Não vem de lugar nenhum, ou vem de toda parte. Ele é não-motivado, porque a existência é feita de uma matéria chamada alegria.

Quando você não está fazendo absolutamente nada - corporalmente, mentalmente, em nenhum nível - quando toda a atividade cessou e você simplesmente é, apenas sendo, isso é Mokuso. Você não pode fazê-la, você não pode praticá-la: você tem apenas que compreendê-la. Nas aulas de Aikido praticamos Mokuso como um exercicio no começo e no final da aula, porém ela deve ser Praticada durante todo o período que entramos no Tatami e no final devemos entender a pratica para nossa vida. Sempre que você encontrar tempo para apenas ser, abandone todo o fazer. Pensar também é um fazer, concentração também é um fazer, contemplação também é um fazer. Mesmo que apenas por um único momento você fique sem fazer nada, simplesmente permanecendo no seu centro, totalmente relaxado - isso é mokuso. E uma vez que você tenha descoberto o jeito, você pode permanecer nesse estado tanto tempo quanto quiser; finalmente você poderá permanecer nesse estado durante as vinte e quatro horas do dia.

Uma vez que você se tomou consciente de como seu ser pode permanecer imperturbado, então, vagarosamente, você pode começar a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não se agite. Essa é a segunda parte de Mokuso - primeiro, aprender simplesmente a ser, sentado em Seiza com os olhos semi abertos, deixando os pensamentos passarem sem se fixar em nada, simplesmente observando em estado de alerta. Depois levar este estado durante a apresentação das técnicas.
A ideia é levar este estado para o dia a die e então aprender pequenas ações: limpar o chão, tomar um banho, mas permanecendo centrado. Então você poderá fazer coisas mais complicadas.

Por exemplo, eu estou falando com você, mas o meu " mokuso!, não deve ser perturbado. O Aikidoista pode continuar falando, mas lá no seu centro não há nem sequer uma pequena ondulação; ele está absolutamente silencioso, completamente silencioso.

Assim, a meditação não é contra a ação. Não é que você tenha que escapar da vida. Ela simplesmente lhe ensina uma nova maneira de vida: você se toma o centro do ciclone. Este estado o treinamento correto do Aikido deve levar o praticante. Por esta razão é necessário se conhecer a técnica correta e Ter um professor experimentado para avisar o Praticante quando ele está se distanciando deste objetivo.

A sua vida continua, continua de uma maneira muito mais intensa - com mais alegria, com mais claridade, mais visão, mais criatividade - todavia você está distanciado, apenas um observador nas colinas, simplesmente assistindo o que está acontecendo ao seu redor.

Você não é o que faz, você é o observador mas ao mesmo tempo faz tudo. Quanto se vai executar Jiu Waza e vários atacantes lhe vem em encontro , o estado de Mokuso lhe permite Observar todos os movimentos dos oponentes e voce os sente como partes de seu proprio corpo, em uma grande ligação Harmonica. Aí é possível de defender e realizar técnicas eficientes de defesa pessoal.

Esse é todo o segredo de Mokuso, você se toma o observador. O fazer continua em seu próprio nível, não há nenhum problema: cortar madeira, tirar água do poço. Você pode fazer coisas pequenas e coisas grandes; só uma coisa não é permitida, e isso significa: seu centramento não pode se perder.

Essa consciência, esse estado de observação deve permanecer absolutamente desanuviado, imperturbado.

Se um galo está cantando... você está ouvindo. São dois elementos: objeto e sujeito. Mas você não pode ver uma testemunha que está vendo ambos? O galo o ouvinte, e ainda há alguém que está observando ambos. É um fenômeno tão simples!

Você está vendo uma árvore: você está aí, a árvore está aí, mas será que você não pode encontrar alguma coisa mais? - que você está vendo a árvore e que há uma testemunha em você que está vendo você vendo a árvore.

Observação em estado de alerta é mokuso. O que você observa é irrelevante. Você pode observar as árvores, pode observar o rio, pode observar as nuvens, pode observar as crianças brincando. Observação é mokuso. O que você observa não é a questão; o objeto não é a questão.

A qualidade do estado de Mokuso, o Zanchin, , a qualidade de estar consciente, alerta - é isso o que definirá o verdadeiro nível de seu aikido e de sua capacidade em se ligar com o Universo.

Lembre-se de uma coisa: Mokuso significa consciência. O que quer que você faça com consciencia em estado de Zanchin é Mokuso. A ação não é a questão, mas a qualidade que você traz para a ação. O caminhar pode ser Mokuso, se você caminha alerta. Sentar-se pode ser Mokuso, se você senta-se alerta. Ouvir os pássaros pode ser mokuso , se você ouve com consciência. Simplesmente ouvir o barulho interior da sua mente pode ser mokuso, se você permanece alerta e observador é isto que se faz no começo e no principio das aulas de Aikido do Instituto Takemussu e em quase todos os dojos tradicionais do mundo que herdaram os ensinamentos de Morihei Ueshiba.

A questão toda se resume em não mover-se adormecido. Então o que quer que você faça é Mokuso.

O primeiro passo para a consciência é tomar-se muito atento ao seu corpo. É muito importante os treinamentos iniciais do Aikido quando se faz os movimentos individuais. Pouco a pouco, a pessoa vai se tomando alerta para cada gesto, cada movimento e pode começar a praticar este estado quando estiver praticando com o parceiro, e, à medida que você vai se tomando consciente, um milagre começa a acontecer: muitas coisas que você costumava fazer antes, simplesmente desaparecem; seu corpo se torna mais relaxado, seu corpo se torna mais harmonizado. Uma paz profunda começa a prevalecer até mesmo no seu corpo, uma música sutil pulsa em seu corpo.

Então, comece a se tomar consciente de seus pensamentos; o mesmo tem que ser feito com os pensamentos. Eles são mais sutis do que o corpo e, naturalmente, mais perigosos também. E quando você se toma consciente de seus pensamentos, você fica surpreso com o que se passa dentro de você. Se você anotar o que quer que passe em sua mente em qualquer momento, você nem pode imaginar que grande surpresa o espera. Você não acreditará que tudo isso está se passando dentro de você.

No cotidiano não estamos alertas, toda esta loucura mental de pensamentos continua movendo-se como uma corrente subterrânea. Ela afeta o que quer que você esteja fazendo, afeta o que quer que você não esteja fazendo; afeta tudo. E a soma total vai ser a sua vida!. Assim sendo, esse homem louco tem que ser transformado. E o milagre da consciência é que você não precisa fazer nada exceto apenas tomar-se alerta. Daí ser fundamental ao se praticar Aikido imaginar que podemos ser atacados a qualquer instante de qualquer lado. Isto vai nos obrigar a praticar Mokuso.

O próprio fenômeno de observar a mente, a transforma. Pouco a pouco o homem louco desaparece, pouco a pouco os pensamentos começam a cair em um certo padrão; seu caos não existe mais, eles se tomam mais como um cosmo. E então, novamente, prevalece uma profunda paz. E quando seu corpo e sua mente estiverem em paz, você verá que eles estão sintonizados um com o outro, há uma ponte. Agora eles não se movem em direções diferentes, eles não estão galopando em cavalos diferentes. Pela primeira vez há acordo, e esse acordo ajuda tremendamente a trabalhar o terceiro passo que é tomar-se consciente dos seus sentimentos, emoções.

Esta é a camada mais sutil e a mais difícil, mas se você pode estar consciente dos pensamentos, então basta apenas mais um passo. Uma consciência um pouco mais intensa é necessária e você começa a refletir suas emoções, seus sentimentos. Uma vez que você ganhou consciência em todos esses três passos, eles se juntam todos em um fenômeno. E quando todos esses três são um - funcionando juntos perfeitamente, zunindo juntos, você pode sentir a música de todos os três; eles se tomam uma orquestra - então o quarto, aquilo que você não pode fazer, acontece. Acontece por sua própria conta. E um presente do todo, é uma recompensa para aqueles que passaram por estes três.

E o quarto é a consciência definitiva, que o toma a pessoa acordada. Ela toma-se consciente da própria consciência e se torna um verdadeiro mestre de Aikido um shihan. Não um shihan que recebeu titulos por politica, mas aquele que recebeu o titulo do proprio universo, por estar Em harmonia com a Natureza.

O corpo conhece o prazer, a mente conhece a felicidade, o coração conhece a alegria, o quarto conhece a sabedoria de viver..

A coisa importante é que você seja observador, que você não tenha se esquecido de observar que você está observando ... observando .... observando. E pouco a pouco, à medida que o observador se toma mais e mais sólido, estável, seguro, uma transformação acontece. As coisas que você esteve observando desaparecem.

Pela primeira vez, o próprio vigia se toma o vigiado, o próprio observador se toma o observado. Você chegou em casa se tornou um MESTRE!!!

Adaptado pelo prof. Wagner Bull

fonte:http://www.aikikai.org.br/ent_mok.html

sexta-feira, 15 de maio de 2015

ZEN e artes marciais


AQUI E AGORA

Você e eu somos diferentes. Se você não consegue encontrar soluções para a vida que você chegar a um beco sem saída! Aqui e agora, Como criar a nossa vida? um filme é projetado e se ele pára, a imagem se torna fixo, imóvel. Artes marciais e Zen têm em comum a criação ea concentração de energia. Focar "aqui e agora" e externalização o verdadeiro poder do nosso corpo, podemos observar e recarregar. Quando a mão está aberta, você pode obter tudo. Se a mão estiver fechada, você não pode receber nada. Nas artes marciais, você tem que digitar os elementos, fenômenos, e não passar ao lado deles. As artes marciais são, portanto, essencialmente, viril, como o homem entra na mulher . Mas em nossa época todo mundo quer salvar a sua energia e semi-vidas. Sempre incompleta. As pessoas vivem semi-quentes como água do banho.
Temos de aprender a penetrar vida.

Assim, o segredo das artes marciais é aprender a dirigir a mente, Ryu Gi. Esta é a base de técnicas corporais. o espírito deve tornar-se a substância. O espírito na essência e não formar, mas às vezes tem uma maneira. Quando a atividade do espírito enche todo o cosmos, este espírito aproveita ocasiões, tem a possibilidade de evitar acidentes e pode atingir os dez mil coisas em um. Isto significa que durante uma luta, o nosso espírito não deve ser influenciada por nenhum movimento do adversário, por qualquer uma das ações de seu corpo e seu espírito. Nosso espírito deve ir livre, espero que não para atacar o adversário, ou deixar de prestar atenção. Deve ser totalmente atenta a cada momento.

Na nossa vida diária é a mesma. Algumas pessoas só pensam em dinheiro, uma vez que pode satisfazer a todos. Mas, para ele, eles perdem a sua honra. Outros só querem honrar e perder seu dinheiro. Alguns se concentrar apenas no amor, perder o seu dinheiro e energia. "Mas a nossa felicidade não é unilateral."

Criamos nossas vidas, tornar-se livre, desapegado, única atento ao aqui e agora: tudo está aqui.
"O reflexo da lua no rio está sempre em movimento. No entanto, existe a lua e não está indo para lá." Mantém-se, mas não se move. É um poema muito curto sobre o segredo do Zen e artes marciais, e um grande koan. A corrente de água nunca retorna para trás. A água passa, ele passa ... mas a lua não se move. durante o combate, o espírito deve ser como a lua, mas o corpo eo momento em que gastar, gastar como atual. O momento presente nunca retorna. Durante o zazen, cada uma das nossas inspirações e expirações é agora, e nunca retorna. Você pode se recusar a respiração, mas agora não é o mesmo de antes. Depois de respirar não é como antes. Ontem foi ontem. Hoje é hoje. É diferente. Eu sempre digo que devemos nos concentrar "aqui e agora" criar "aqui e agora". Desta forma, pode-se tornar-se "cool" novamente. Zazen hoje não é o mesmo de ontem. Zazen deve ser sempre fresco, "aqui e agora." Você não deve relaxar durante zazen, ou durante o treino de artes marciais. Metade não é bom. Deve ser feito todo o caminho, estar plenamente. Não devemos reter traços de energia. Foco significa uma saída total, a quitação total de energia. Esta deve ser em todos os atos da vida.
No mundo moderno, vemos o oposto; jovens vivem meio e meio morto. Eles têm uma sexualidade incompleta. E enquanto trabalha ou durante zazen acha que o sexo, e vice-versa.
Mas se a energia estiver completamente descarregada, pode absorver energia fresca fluindo como o fluxo de água.

Durante o combate, se a energia restante é salvo, você não pode ganhar. Este é um segredo de artes marciais. Não devemos aprender com técnica waza. Deve ser criado. Se um homem rico dá dinheiro a seu filho, ele não aprende a ganhar. E, inversamente, o filho de um homem pobre conhecer o método para adquirir criar. As artes marciais não são um teatro ou um show. Isso não é verdade Budo. O segredo de artes marciais, Kodo Sawaki sempre disse, é que nenhuma nenhuma vitória nem a derrota. Você não pode vencer ou ser derrotado! Esporte e artes marciais são diferentes. Nos esportes, há tempo. Nas artes marciais há apenas o momento, por exemplo, no beisebol, "massa" esperado a bola, não há tempo. A ação não ocorre no instante. O mesmo acontece no tênis, rugby, futebol, todos os outros esportes. O tempo passa e pode pensar sobre algo por um curto período de tempo, enquanto se espera! Em artes marciais é sem tempo de espera. Vitória e não a vitória, a vida ou não-vida, são decididos em um instante. Você tem que viver o momento: aqui é onde a vida ea morte estão totalmente decididos.

Autor: Deshimaru, Mestre Zen

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Escolas tradicionais

Koryu é uma palavra japonesa que é composto de dois termos:

"Ko", que significa antiga ou tradicional, e "Ryu", que refere-se à escola. Juntos, eles formam a palavra Koryu, que significa "escolas clássicas ou tradicionais."

Bujutsu, uma palavra também é composta por dois termos:   "Bu" derivado de um Kanji ou chinês caráter que significa "parar a lança" ou "parar o conflito" e "Jutsu", que geralmente se refere a "técnica".

Juntos, eles formam a palavra Koryu Bujutsu que significa algo como: "técnicas tradicionais Escola de Guerra" Claro para artes de combate pensamento samurai visam a vida e a morte.

Geralmente essas escolas foram fundadas em um templo dedicado a alguma divindade japonês (kami) através do Xintoísmo ou religião budista. Seu fundador foi um guerreiro perito, com base na experiência pessoal, adquirido ao longo dos anos e luta constante (batalhas ou duelos) é dedicada a transmitir essas experiências inspirados misticamente por meio de sonhos ou aparições de divindades associadas com a sua orientação religioso, tudo isso, obviamente, enrolado em um cobertor da legenda.

Tradições clássicas têm características muitas definições. Elas foram desenvolvidas por e para o bushi (guerreiros samurai), e tem algum tipo de linhagem que data de cada diretor ou Menkyo Kaiden o fundador da tradição (Soke). Este é o "fluxo" da tradição; embora possa haver ramos (em algumas tradições cada geração pode desejar para formar sua própria "sub-tradição), geralmente a estrutura consiste em um" fluxo "do instrutor de cabeça através de estudantes para a próxima geração.

Durante centenas de anos, abrangendo vários períodos (1192-1869), foi criado e desenvolvido centenas de escolas tradicionais de artes marciais, mas hoje cerca de 50 permanecem Ryus (devidamente certificada e reconhecida pelo governo japonês, através Dai Nippon Butokukai.
Entre Koryu Bujutsu escolas destaques e ainda válido, podemos citar:
Enshin Muso Jikiden Ryu (fundada por Hayashisaki Jinsuke), Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu (fundada por Iizasa Choisai Ienao), Maniwa Nen Ryu, Kashima Shinto Ryu, Heiho Nitten Ichi Ryu (fundado por Miyamoto Musashi), Daito Ryu Aikijujutsu, Shinkage Ryu, Sui O Ryu, Ryu Mugai, entre outros.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Mokuso .

Moku (silenciar) So (pensamento)

Mokuso é um termo típico de Budôs, que significa harmonizar, silenciar, tranquilizar a mente, os pensamentos. Às vezes é confundido com um período de meditação, isso porque durante o Mokuso as pessoas ficam em silêncio, as respirações se acalmam e todos estão em postura meditativa, entretanto o Mokuso deve ser visto mais como um comando de transição do que uma chamada de meditação propriamente. Apesar de não ser visto como uma meditação em si, o Mokuso carrega uma carga Zen muito forte, assim muitos falam do Mokuso como a própria prática Zen-budista do “ser e não ser”, do “estar sem estar”. Talvez por isso, a grande parte dos artistas marciais o trate como uma prática meditativa e, alguns, até de forma religiosa.

Contudo, não há nada místico ou uma busca pela “iluminação” no Mokuso, há um comando para que momentaneamente limpemos nossas mentes dos nossos assuntos diários, para que nos concentremos na prática marcial e para que guardemos o que foi aprendido de satisfatório no treino e possamos voltar aos nossos demais afazeres. Por isso o Mokuso é uma transição entre atividades, sejam elas quais forem, nos preparando para mais um momento a ser vivenciado.

No Mokuso está incluso o preceito oriental de que “cada momento é único”, este mesmo preceito é encontrado em artes como o Kyudo (Caminho do Arco: “uma flecha, uma vida”), Ikebana e o Chado (Caminho do Chá: “ichi-go, ichi-e”; “cada encontro, uma chance”). Ou seja, o Mokuso lembra ao praticante que aquele momento será único: com uma lição, com certos colegas. Mesmo que no dia seguinte o aluno retorne ao treino, no mesmo horário, com o mesmo professor, será outro momento, com outra lição, o próprio aluno estará diferente, seus colegas (por mais que sejam os mesmos) também serão diferentes e, graças a isso, deve-se aproveitar ao máximo e se concentrar na sua prática, pois passado aquele momento, ele jamais se repetirá.
Algumas pessoas dizem que no Mokuso deve-se “acalmar o espírito”, limpar a mente de todos os pensamentos mundanos.  Isso dá uma visão equivocada ao praticante que passa a acreditar que todos seus afazeres cotidianos devem ser separados do Dojo e da prática marcial. Pelo contrário, é apenas um momento de concentração para uma atividade, para poder vivenciá-la da melhor forma possível e, depois, levar consigo como as demais ações do dia a dia.

Dizer “esvaziar” ou “silenciar” a mente parece fácil, mas a verdade é que quanto mais se tenta deixar a mente vazia, mais os pensamentos, preocupações, dúvidas se remontam. Deixe os pensamentos fluírem livremente e eles cessarão quando menos perceber, pode-se nunca atingir a “não-mente”, mas efetivamente concentrar-se para uma atividade é essencial e justamente para as práticas marciais – em que se aprende vivenciando – é fundamental.
O Mokuso é algo que deve ser levado para fora do Dojo, em vários aspectos da vida e nas atividades de rotina, sempre aproveitando ao máximo o momento, as pessoas e sendo capaz de viver com consciência. O momento nunca deve ser desperdiçado. 


Leia mais: http://artedaguerra.webnode.com.br/news/mokuso-/

História de Aizu Han e Inawashiro

■ Boshin Guerra Civil e Aizu Han

Há um ditado que a história é um registro dos vencedores. No entanto, a vida das pessoas sob a superfície da história, que teve a infelicidade de perder o jogo, merecem atenção. Na história japonesa a Guerra Civil Boshin é o último evento em que Aizu estava profundamente envolvido e derrotado. Se visto de um ângulo diferente o evento que precedeu a Restauração Meiji, o ponto de viragem para a modernização japonesa, assumiria um aspecto fresco. Em ter um profundo conhecimento sobre a história do Aizu e Inawashiro, que foram beatern no chão na guerra civil, vamos para o nascimento de Aizu Han.
Na interpretação abaixo, "Ojo-no Goeisha" por Shiba Ryotaro sobre a Guerra Civil Boshin e Aizu Han é referido.

◆ Hoshina Masayuki, um filho ilegítimo da Segunda Tokugawa Shogun, Hidetada

Masayuki foi um filho ilegítimo de Hidetada, o segundo shogun. Hidetada teve um caso com outra mulher apenas uma vez em sua vida. Dos quinze Shogun,Tokugawa Hidetada  foi o único que não tinha uma concubina. Ele era casado com Kogo, a irmã mais nova de concubina de Hideyoshi Yodogimi, e foi dito que temia Hidetada, o  seu ciúme. Na idade de sete, Masayuki foi colocado sob os cuidados de Hoshina Masamitsu, o senhor de Takato Han em Shinshu e mais tarde assumiu herdeiro do Hoshina. Masayuki e seu pai Hidetada não conhecer uns aos outros, enquanto o pai ainda estava vivo. No entanto, o terceiro Shogun Iemitsu, o irmão de Masayuki por uma mãe diferente, apreciado presentes de Masayuki eo tratou como um filho de Shogun. Ele enfieffed Masayuki 200.000 koku (cerca de um milhão de bushels) de arroz em Mogami Han em 1636, e 230 mil koku em Aizu Han em 1643, e foi concedido um estatuto de um membro do Tokugawa. Em seu leito de morte, Iemitsu perguntou Masayuki para cuidar da família cabeça.

Tendo a vontade do irmão inscrito em sua memória, Masayuki incluído um artigo que exortou serviço dedicado ao Shogun nas regras da família, quando foi nomeado o primeiro senhor de Aizu Han. As regras da família   Matsudaira (Na época da terceira senhor, a família mudou seu nome para Matsudaira de Hoshina) tem que, em primeiro seção "Uma descida de mim estão a ser leal ao seu mestre Shogun qualquer momento. Nunca considerar os assuntos da nossa família à luz de outros exemplos de Daimyo. "Nenhum outro Daimyo do período foram tão firmemente comprometido com a fidelidade ao Shogun, e isso fatalmente vincular a Aizu Han.

Masayuki administrados sua família e Aizu Han com a política únicas que incentivaram a aprender e os preceitos do samurai criando um hábito bastante artístico Han. Depois de sua morte, aos 63 anos de idade, as instruções de Masayuki permaneceu inalterada em Aizu Han até o fim da regra de Tokugawa em 1867, o ano da Restauração Meiji.

◆ Senhor Matsudaira Katamori 

Sem herdeiro do 8º senhor de Aizu, Katataka adotado Katamori, a criança 6 do senhor de Mino Takasu Han, um domínio ramo da Owari Han.
 Katamori tinha uma bela figura e foi aprendido e culta. Até então Aizu Han tinha mantido uma posição incontestável como o grande líder da Região de Tohoku no âmbito da política de encorajar as artes da caneta e espada, e Katamori teria levado uma vida despreocupada como senhor lá. No entanto, isso não seria na idade turbulenta em que a onda para a substituição do regime Tokugawa foi acumulando energia. No ano em que a Marinha dos Estados Unidos sob o comando do Commodore MC Perry chegou a Edo, presente Baía de Tóquio, para forçar o Japão a abrir a porta a longo fechado, Katamori tinha 19 anos, e 26 anos de idade quando o Chefe Conselheiro do xogunato Tokugawa , Ii Naosuke foi assassinado por algum samurai sem mestre que foram inspirados pelo slogan anti-xogunato "Honra ao imperador e expulsar os bárbaros estrangeiros." Naquele tempo, a corte imperial em Kyoto tinha se tornado quase sob o controle de um poder radical - uma coalizão de Satsuma , Choshu, e algumas outras exterior e garantia Han (domínios) que chorei para a retomada do domínio imperial direta. 
O tempo xogunato Tokugawa estava chegando ao fim.

◆ Katamori foi feito o Governador Militar de Kyoto 
Katamori foi feito Governador Militar de Kyoto. Em lutando para derrubar a situação crítica Matsudaira Yoshinaga, Presidente do Departamento de Assuntos politial, e Hitotsubashi Yoshinobu, Assistente para Shogun, fez um post de Governador Militar de Kyoto e pediu Katamori para levá-la. Katamori recusou firmemente a responsabilidade porque Kyoto era distante de Aizu e seria economicamente onerosa para seu Han. Mas eles trouxeram os preceitos de Aizu han que exortava lealdade para com Shogun de acordo com a última vontade de Masayuki. Agora Katamori não tinha escolha e assumiu a tarefa pesada, que se tornou o precursor do colapso de Aizu.

◆ Aizu, o ódio daqueles contra Shogunato 
Em Kyoto, Aizu tomou uma parte animada, a fim de garantir a capital. No entanto, o mais difícil Aizu como força militar executou a tarefa, mais eles eram odiados pelos Satsuma e Choshu que foram acolhedores apoio do samurai radical para derrubar Shogunate. Por uma ironia Katamori embora em uma missão para oprimir a oposição, foi um dos moderados que pediram "uma união de corte e Shogunato. '
Como Satsuma e Choshu tinha ganhado poder, os daimyo que montou a cerca de repente mudou suas atitudes tapume com eles e considerado o Tokugawa e Aizu como o inimigo do imperador.
Furar a sua fé em Shogun, Aizu se comprometeu a lutar contra os rebeldes, assim, a eclosão da Guerra Boshin. Em um reverso da fortuna, Aizu tornou-se o perdedor. Ele sofreria um curso de vingança por Satsuma e Choshu que tomou a iniciativa política.

◆ mal-estar  de "Aizu "contra Satsuma e Choshu 
Após a derrota na Guerra Civil Boshin, Aizu Han foi dissolvida e os membros do clã foram expulsos à estéril setentrional Península de Shimokita. Submetido a um rigor excessivo em, um enorme terreno baldio frio e excluídos das mensagens do novo governo central, que um grupo de reformistas em sua maioria de Satsuma e Choshu ocupada, Aizu encontrado um meio de sobrevivência nos campos da educação e militar. A humilhação Aizu sentiu a ser infligida por Satsuma e Choshu manteve-se inesquecível em suas mentes.

A Guerra Civil Boshin foi a última batalha travada pelo samurai. Mas enquanto o exército Aizu era um regular composta de samurai, as forças aliadas de Satsuma e Choshu foi um revolucionário composto de samurai não só mas também voluntário soldados, agricultores ou pessoas da cidade sem o conhecimento da luta etiqueta. Tinha sido uma maneira que em uma guerra, os serviços religiosos eram memorial a ser realizada pelos monges que acompanharam as tropas para o repouso das almas das vítimas, independentemente de qual lado eles tinham pertencia. No entanto, o exército aliado de Satsuma e Choshu deixado os corpos dos soldados Aizu. O que é pior, eles até mesmo proibida outros para tocá-los.

A indignação com este tratamento cruel foi profundamente inscrita nas mentes do Aizu. Cento e 30 anos que têm passado desde a guerra civil, Choshu recentemente fez abordagens para Aizu sobre a reconciliação com o outro. No entanto, mal-estar de Aizu contra eles ainda assombra-los e não podem ser facilmente eliminados.

Do Aizu que percorreu o caminho de tribulações contra a maré, Byakkotai é mais conhecido. Os 20 meninos de Byakkotai pelotão, 16 a 17 anos de idade, numa missão para proteger o senhor Katamori na Guerra Civil Boshin, lançado em seus lotes com Aizu por estripar-se com a visão do castelo e da cidade de Aizu Wakamatsu em chamas, nas mãos das forças aliadas. É a sua dedicação a seu mestre e casa que ataca o coração de hoje em dia as pessoas. A mesma sinceridade é visto na determinação do Dr. Noguchi Hideyo que saiu de casa para nunca mais voltar, se ele não se tornar um grande médico.


fonte: http://www.bandaisan.or.jp/e-bandaisan/English/web-content/11.history/history.html

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Tatami Gusoku


Um tipo de armadura frequentemente utilizado para o baixo escalão tropas foi o Tatami Gusoku, composto por placas siderurgias correlacionou juntamente com malha de metal e pano costurado para um apoio. Essa armadura é facilmente de dobra para levar em uma mochila grande. 
Tanto a massa produzido okegawa-do (barril-bestfun corpo-armadura) e tatami gusoku tipos seria normalmente equipados com simples kote, prato abarcados manga, e por vezes com suneate ou menor perna armadura. Alguns eram sorte de receber um simples mas eficaz zunari , um tipo capacete, feito de uma placa de aço com coroa arredondado lados. Zunari kabuto se tornou muito popular, como eram mais fácil e mais barato do que fazer o  tsuji kabuto. Zunari kabuto também foram fortemente  estruturado , mas só foram emitidas para maior número de  ashigaru, a maioria deles foram coberto com um jingasa, um chapéu de aço ou couro cru com pano flaps lado e volta. 

jingasa não eram apenas elmo: em alguns casos, eles também foram usados como cozinhar panelas de água fervente e arroz, bem como a água e ração os cavalos.

Foto mostra uma  Tatami Gusoku (direito) de 1590  e a outra meio Okegawa-do Tousei Gusoku(esquerda) no período edo