sexta-feira, 17 de julho de 2015

Conceito dentro do Kendo

O Kendo tal qual tomado em sentido amplo pelos praticantes é um fluxo no qual existe uma mudança ou transformação de três elementos intimamente relacionados: o corpo , o Ki-espírito e a espada. 

Corpo – Tai

Todo o treinamento do Kendo  enfatiza sua atualização no corpo dos iniciados.  Seu ritmo de adestramento, suas ampliações periódicas, seus movimentos incontáveis e o reforço de sua ênfase buscam fabricá-lo.

Desde os primeiros momentos o corpo passa a ser o meio que será trabalhado pelo “Sensei
O posicionamento dos pés, os seus modos de deslizamento pelo solo, a postura geral e ereta do corpo;  a respiração; o olhar – professores afirmam que os olhos, os quais são os portais da mente, devem ser profundos e penetrantes, procurando um estado de “ tooyama no metsuke ”, que significa “a montanha distante pode ser vista”, olhar tudo e nada ao mesmo tempo.

Sobre isso, um monge budista contemporâneo de Musashi, Takuan Soho, em seus conselhos para Yagyu Munenori, no famoso Fudochi Shinmyo Roku , diz que o espadachim deve sempre se ater ao nada.

Sua mente jamais pode se fixar em um ponto, pois, se assim o dizer, ele sempre perderá
o todo. O exemplo que ele dá para isso é em relação a olhar uma árvore. Caso foquemos no movimento ou existência de uma folha,  perderemos a árvore como um todo.
Para a esgrima seria a mesma coisa.

Se focamos no movimento da espada inimiga, ou nos olhos do adversário, ou no movimento
do corpo, seremos atingidos pelo golpe do oponente.

Deve-se buscar o “kanken no metsuke”.
O termo “ metsuke” significa “técnica de observação” para o “kan”, ou seja, a observação do interior, para o “ kokoro ” (coração, mente) do oponente.

O “ kakegoe ” é um dos moduladores utilizados e é traduzido como o grito que surge do interior da barriga, o qual tem por objetivo incentivar a si e intimidar o adversário.

De acordo com a concepção nativa, seus efeitos são: aumentar a concentração, potência e domínio do golpe. Como requisito para o kakegoe, é preciso que se desenvolva a respi-ração. A expressão
a-un-no-kokyuu – kokyuu (respiração); a (exalação); un (inalação) – significa respiração profunda.

No Japão, vim a descobrir que essa noção de a-un-no-kokyuu era mais significativa do que a princípio poderia pensar. Nos portões de entrada dos templos ja-poneses, temos duas figuras complementares que respiram em uníssono, uma inalando, e a outra exalando ar.

Essas figuras, cuja forma muda, podendo constar monstros mitológicos variados, sempre dispostos em pares, indicam essa relação da complementaridade da respiração, ou, no caso, de unidade de opostos. As definições sobre esses seres mitológicos são variáveis e levam em consideração os mitos sobre as divindades presentes nos templos, mas a relação que estabelecem é de complementaridade dos opostos.

De acordo com De Mente (2004), o a-un-no-kokyuu  refere-se ao “sexto sentido” japonês.
Ele diz que isso se deve a uma importância dada à comunicação não verbal, ou seja, de acordo com a palavra, respirar, sentir, estar em uníssono com as outras pessoas.

Dito de outra forma, a habilidade de pensar, sentir e agir, antecipando, estando de acordo com o que as outras pessoas sentem, “respirando em unidade”.Mauss relata-nos, no ensaio sobre as técnicas corporais, que seria preciso um estudo sobre a influência da respiração na meditação, e, de acordo com o que pude perceber, no Kendo  esse fator é demasiadamente importante.

O professor Y., em suas palestras, atenta para a técnica de respirar flexionando o diafragma, concentrando a força abdominal no seikatanden , ou centro vital, que corresponde aproximadamente ao centro da reta traça-da entre o umbigo e o ânus. Isso é importante porque, tanto para chineses taoistas quanto para japoneses que se valeram da literatura chinesa durante o período Edo – 1600 em frente –, o centro do corpo – seikatanden – era o local onde a mente estaria localizada. Por isso, em certa medida, tanto se fala dessa região em tratados sobre artes marciais, uma vez que a mente comanda o Ki , ou a força de vontade – ver mais à frente.

Bem, “mente” neste contexto não quer dizer “cérebro” nem se situa nele.O corpo, o qual temos a falsa impressão de ser totalizado dentro de uma reflexão japonesa, vê-se às voltas com um conjunto grande de denominações, moduladores e pala-vras que fragmentam essa unidade.

O corpo, tal qual o conhecemos – inteiriço –, é apenas um momento dentro de um conjunto mais amplo de fragmentação dessa unidade; porém, o conceito de “Tai” tem a aparente capacidade de sintetizar o corpo em algo inteligível. Por outro lado, a ideia de ser humano, ou ningen, coloca outro problema, porque demonstra um espaço na pessoa, de acordo com a grafia japonesa . Esse espaço pode ser povoado por outras pessoas, coisas, relações, parentescos, etc.

Curiosamente (ou não),parece ser na relação que a síntese aparece; e, sobre ela, o modulador relacionador é o de maai , que é a distância a qual relaciona os oponentes, ou seja, é o espaço entre dois que marca uma relação.

O termo completo é “isoku itto no ma-ai”.

 Essa distância deve ser mantida em relação ao oponente em uma postura de confron-to, de forma que em um passo se atinja o adversário e com um passo para trás se desvie do golpe do adversário. O maai  é o espaço e o comprimento da espada, a distância entre dois oponentes. Também se refere a tempo e velocidade de ataque. Essa discussão é interessante porque o conceito de Maai –  indica justamente um encontro em um espaço. Isso, do ponto de vista de uma reflexão japonesa cruzada à antropologia, interessa na medida em que pensamos no próprio conceito de relação, ou um espaço de encontro, muito embora seja justamente o conceito de “relação” – que é variável – o lugar onde a maioria das coisas interessantes acontece.


fonte :Parte do Artigo  O caminho da espada: sobre mecanismos e máquinas. Parte III – Final . Autor Gil Vicente Lourenção publicado na Revista de @ntropologia da UFSCar, 6 (1), jan./jun. 2014



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Samurai Feminino


Apesar dos homens dominarem geral o “trabalho” de samurai, algumas mulheres da classe bushi (da qual é associada a esses guerreiros) receberam treinamento semelhante em artes marciais e estratégias.
Elas eram chamadas de "Onna-Bugeisha" e conhecidas por participar de batalhas junto com seus colegas do sexo masculino. Sua arma oficial era geralmente o naginata, uma lança afiada e curvada que era versátil e leve. Existem poucos relatos históricos dessas mulheres guerreiras, mas pesquisas recentes mostraram que o DNA de restos mortais de corpos da Batalha de Senbon Matsubaru, de 1580, continham 35 mulheres entre 105 pessoas.

fonte; http://www.megacurioso.com.br/

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Chefe Ainu

Ainu chefes desempenharam um papel importante em sua sociedade. Cada aldeia Ainu foi administrada por três chefes hereditários. Curiosamente, eles não foram autorizados a julgar criminosos. Esta função foi realizada por outros membros da comunidade.
O ainu é um grupo étnico distintivo que utilizado para uma cultura completamente diferente daquele dos japoneses. Esta cultura foi praticamente destruída durante o Período Meiji , quando as políticas destinadas a assimilar a cultura japonesa Ainu em proscrito sua língua e restringiu suas atividades.
A palavra aino é derivado da palavra Aynu, o que significa humano. Estes dias alguns Ainu preferem o termo Utari. Durante o Período Edo eles foram muitas vezes referida como Ezo , Yezo ou Emishi . Embora o Ainu provavelmente habitada grandes áreas do Japão, eles são encontrados principalmente em Hokkaido .
Durante o século 20 acalorado debate travado sobre as origens do Ainu. Este foi finalmente resolvido em meados de 1990, quando estudos genéticos mostraram que eles são "os descendentes de antigos do Japão Jomon habitantes, misturado com genes coreanas de Yayoi colonos e dos japoneses modernos.
1 Diamante, Jared (junho de 1998). Raízes japonesas. Discover Magazine Vol. 19: 86-94.

Fotógrafo: Desconhecido
Editora: Ehagaki Kurabu
Médio: Cartão postal
Número Image: 61228-0004

fonte e foto : http://www.oldphotosjapan.com/en/photos/144/ainu#.VYG15VVViko

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Butoku-kai ou Dai Nippon Butoku Kai (大日本武徳会)



Grande Casa das Excelências Marciais do Japão foi fundada em 1895, em Quioto, sob autoridade do Ministério da Educação Nipônico e auspícios do Imperador Meiji, para ser a última autoridade no país sobre as artes marciais japonesas. Tinha por escopo a preservação histórica e valorizar as virtudes guerreiras tradicionais da sociedade japonesa e, bem assim, estabelecer padrões a serem seguidos por todos.

História
Antecedentes
As origens da instituição podem ser achadas já com o Imperador Kammu que, no escopo de promover as artes marciais, manda construir o Butokuden ( sala das virtudes guerreiras), com localização nas imediações do templo Heian, em Quioto, no ano de 794. O Butokuden, à semelhança de um farol, tornou-se o centro de difusão das artes marciais japonesas.1

Adiantando no tempo, por volta do século XIX, sob direção de Bakufu Tokugawa, a instituição fomenta as diversas artes marciais no intuito de estabelecer a supremacia da classe dos samurais. Entretanto, sucede uma reviravolta com a Restauração Meiji, pois o foco passa a ser a preservação das artes marciais como um importante patrimônio cultural do Japão, eis que a sociedade entonces adopta um processo de modernização (ocidentalização) acelerada, para substituição da sociedade feudal.

Fundação
Em 1895, governador da província de Quioto, que era figura importante no âmbito das artes marciais japonesas, defende a idéia de fundar o Dai Nippon Butoku Kai naquela área, o que é feito sob autorização de el-Imperador Meiji. Entonces, renomados mestres dos sistemas tradicionais acorrem para aderir à instituição, tendo como primeiros presidente o príncipe Akihito Miya e, vice-presidente, Chiyaki Watanabe, governador de Quioto.

Logo foram inauguradas filiais em todas as províncias do Japão e, já em 1899, foram concluídas as filiais, nomeadas Butokuden, em cada prefeitura. Em 1905, criou-se a Escola de Artes Marciais para formação de professores e adoptou-se o sistema de dans de graduação e um colegiado de árbitros.3

Atualidades
A entidade se expandiu para além das fronteiras nipônicas, abrindo sés em outros países e realizando eventos. Por emxeplo, em 2005,no Dojo Ten-chi ,na cidade de Sintra, Portugal teve assento um seminário; em, 2006, Madrid - Espanha, também foi realizado o Seminário de Budo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

MOKUSO (meditação).

Mokuso é simplesmente ser, sem fazer nada - nenhuma ação, nenhum pensamento, nenhuma emoção. Você apenas é, e é puro prazer. De onde vem esse profundo prazer, quando você não está fazendo nada? Não vem de lugar nenhum, ou vem de toda parte. Ele é não-motivado, porque a existência é feita de uma matéria chamada alegria.

Quando você não está fazendo absolutamente nada - corporalmente, mentalmente, em nenhum nível - quando toda a atividade cessou e você simplesmente é, apenas sendo, isso é Mokuso. Você não pode fazê-la, você não pode praticá-la: você tem apenas que compreendê-la. Nas aulas de Aikido praticamos Mokuso como um exercicio no começo e no final da aula, porém ela deve ser Praticada durante todo o período que entramos no Tatami e no final devemos entender a pratica para nossa vida. Sempre que você encontrar tempo para apenas ser, abandone todo o fazer. Pensar também é um fazer, concentração também é um fazer, contemplação também é um fazer. Mesmo que apenas por um único momento você fique sem fazer nada, simplesmente permanecendo no seu centro, totalmente relaxado - isso é mokuso. E uma vez que você tenha descoberto o jeito, você pode permanecer nesse estado tanto tempo quanto quiser; finalmente você poderá permanecer nesse estado durante as vinte e quatro horas do dia.

Uma vez que você se tomou consciente de como seu ser pode permanecer imperturbado, então, vagarosamente, você pode começar a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não se agite. Essa é a segunda parte de Mokuso - primeiro, aprender simplesmente a ser, sentado em Seiza com os olhos semi abertos, deixando os pensamentos passarem sem se fixar em nada, simplesmente observando em estado de alerta. Depois levar este estado durante a apresentação das técnicas.
A ideia é levar este estado para o dia a die e então aprender pequenas ações: limpar o chão, tomar um banho, mas permanecendo centrado. Então você poderá fazer coisas mais complicadas.

Por exemplo, eu estou falando com você, mas o meu " mokuso!, não deve ser perturbado. O Aikidoista pode continuar falando, mas lá no seu centro não há nem sequer uma pequena ondulação; ele está absolutamente silencioso, completamente silencioso.

Assim, a meditação não é contra a ação. Não é que você tenha que escapar da vida. Ela simplesmente lhe ensina uma nova maneira de vida: você se toma o centro do ciclone. Este estado o treinamento correto do Aikido deve levar o praticante. Por esta razão é necessário se conhecer a técnica correta e Ter um professor experimentado para avisar o Praticante quando ele está se distanciando deste objetivo.

A sua vida continua, continua de uma maneira muito mais intensa - com mais alegria, com mais claridade, mais visão, mais criatividade - todavia você está distanciado, apenas um observador nas colinas, simplesmente assistindo o que está acontecendo ao seu redor.

Você não é o que faz, você é o observador mas ao mesmo tempo faz tudo. Quanto se vai executar Jiu Waza e vários atacantes lhe vem em encontro , o estado de Mokuso lhe permite Observar todos os movimentos dos oponentes e voce os sente como partes de seu proprio corpo, em uma grande ligação Harmonica. Aí é possível de defender e realizar técnicas eficientes de defesa pessoal.

Esse é todo o segredo de Mokuso, você se toma o observador. O fazer continua em seu próprio nível, não há nenhum problema: cortar madeira, tirar água do poço. Você pode fazer coisas pequenas e coisas grandes; só uma coisa não é permitida, e isso significa: seu centramento não pode se perder.

Essa consciência, esse estado de observação deve permanecer absolutamente desanuviado, imperturbado.

Se um galo está cantando... você está ouvindo. São dois elementos: objeto e sujeito. Mas você não pode ver uma testemunha que está vendo ambos? O galo o ouvinte, e ainda há alguém que está observando ambos. É um fenômeno tão simples!

Você está vendo uma árvore: você está aí, a árvore está aí, mas será que você não pode encontrar alguma coisa mais? - que você está vendo a árvore e que há uma testemunha em você que está vendo você vendo a árvore.

Observação em estado de alerta é mokuso. O que você observa é irrelevante. Você pode observar as árvores, pode observar o rio, pode observar as nuvens, pode observar as crianças brincando. Observação é mokuso. O que você observa não é a questão; o objeto não é a questão.

A qualidade do estado de Mokuso, o Zanchin, , a qualidade de estar consciente, alerta - é isso o que definirá o verdadeiro nível de seu aikido e de sua capacidade em se ligar com o Universo.

Lembre-se de uma coisa: Mokuso significa consciência. O que quer que você faça com consciencia em estado de Zanchin é Mokuso. A ação não é a questão, mas a qualidade que você traz para a ação. O caminhar pode ser Mokuso, se você caminha alerta. Sentar-se pode ser Mokuso, se você senta-se alerta. Ouvir os pássaros pode ser mokuso , se você ouve com consciência. Simplesmente ouvir o barulho interior da sua mente pode ser mokuso, se você permanece alerta e observador é isto que se faz no começo e no principio das aulas de Aikido do Instituto Takemussu e em quase todos os dojos tradicionais do mundo que herdaram os ensinamentos de Morihei Ueshiba.

A questão toda se resume em não mover-se adormecido. Então o que quer que você faça é Mokuso.

O primeiro passo para a consciência é tomar-se muito atento ao seu corpo. É muito importante os treinamentos iniciais do Aikido quando se faz os movimentos individuais. Pouco a pouco, a pessoa vai se tomando alerta para cada gesto, cada movimento e pode começar a praticar este estado quando estiver praticando com o parceiro, e, à medida que você vai se tomando consciente, um milagre começa a acontecer: muitas coisas que você costumava fazer antes, simplesmente desaparecem; seu corpo se torna mais relaxado, seu corpo se torna mais harmonizado. Uma paz profunda começa a prevalecer até mesmo no seu corpo, uma música sutil pulsa em seu corpo.

Então, comece a se tomar consciente de seus pensamentos; o mesmo tem que ser feito com os pensamentos. Eles são mais sutis do que o corpo e, naturalmente, mais perigosos também. E quando você se toma consciente de seus pensamentos, você fica surpreso com o que se passa dentro de você. Se você anotar o que quer que passe em sua mente em qualquer momento, você nem pode imaginar que grande surpresa o espera. Você não acreditará que tudo isso está se passando dentro de você.

No cotidiano não estamos alertas, toda esta loucura mental de pensamentos continua movendo-se como uma corrente subterrânea. Ela afeta o que quer que você esteja fazendo, afeta o que quer que você não esteja fazendo; afeta tudo. E a soma total vai ser a sua vida!. Assim sendo, esse homem louco tem que ser transformado. E o milagre da consciência é que você não precisa fazer nada exceto apenas tomar-se alerta. Daí ser fundamental ao se praticar Aikido imaginar que podemos ser atacados a qualquer instante de qualquer lado. Isto vai nos obrigar a praticar Mokuso.

O próprio fenômeno de observar a mente, a transforma. Pouco a pouco o homem louco desaparece, pouco a pouco os pensamentos começam a cair em um certo padrão; seu caos não existe mais, eles se tomam mais como um cosmo. E então, novamente, prevalece uma profunda paz. E quando seu corpo e sua mente estiverem em paz, você verá que eles estão sintonizados um com o outro, há uma ponte. Agora eles não se movem em direções diferentes, eles não estão galopando em cavalos diferentes. Pela primeira vez há acordo, e esse acordo ajuda tremendamente a trabalhar o terceiro passo que é tomar-se consciente dos seus sentimentos, emoções.

Esta é a camada mais sutil e a mais difícil, mas se você pode estar consciente dos pensamentos, então basta apenas mais um passo. Uma consciência um pouco mais intensa é necessária e você começa a refletir suas emoções, seus sentimentos. Uma vez que você ganhou consciência em todos esses três passos, eles se juntam todos em um fenômeno. E quando todos esses três são um - funcionando juntos perfeitamente, zunindo juntos, você pode sentir a música de todos os três; eles se tomam uma orquestra - então o quarto, aquilo que você não pode fazer, acontece. Acontece por sua própria conta. E um presente do todo, é uma recompensa para aqueles que passaram por estes três.

E o quarto é a consciência definitiva, que o toma a pessoa acordada. Ela toma-se consciente da própria consciência e se torna um verdadeiro mestre de Aikido um shihan. Não um shihan que recebeu titulos por politica, mas aquele que recebeu o titulo do proprio universo, por estar Em harmonia com a Natureza.

O corpo conhece o prazer, a mente conhece a felicidade, o coração conhece a alegria, o quarto conhece a sabedoria de viver..

A coisa importante é que você seja observador, que você não tenha se esquecido de observar que você está observando ... observando .... observando. E pouco a pouco, à medida que o observador se toma mais e mais sólido, estável, seguro, uma transformação acontece. As coisas que você esteve observando desaparecem.

Pela primeira vez, o próprio vigia se toma o vigiado, o próprio observador se toma o observado. Você chegou em casa se tornou um MESTRE!!!

Adaptado pelo prof. Wagner Bull

fonte:http://www.aikikai.org.br/ent_mok.html

sexta-feira, 15 de maio de 2015

ZEN e artes marciais


AQUI E AGORA

Você e eu somos diferentes. Se você não consegue encontrar soluções para a vida que você chegar a um beco sem saída! Aqui e agora, Como criar a nossa vida? um filme é projetado e se ele pára, a imagem se torna fixo, imóvel. Artes marciais e Zen têm em comum a criação ea concentração de energia. Focar "aqui e agora" e externalização o verdadeiro poder do nosso corpo, podemos observar e recarregar. Quando a mão está aberta, você pode obter tudo. Se a mão estiver fechada, você não pode receber nada. Nas artes marciais, você tem que digitar os elementos, fenômenos, e não passar ao lado deles. As artes marciais são, portanto, essencialmente, viril, como o homem entra na mulher . Mas em nossa época todo mundo quer salvar a sua energia e semi-vidas. Sempre incompleta. As pessoas vivem semi-quentes como água do banho.
Temos de aprender a penetrar vida.

Assim, o segredo das artes marciais é aprender a dirigir a mente, Ryu Gi. Esta é a base de técnicas corporais. o espírito deve tornar-se a substância. O espírito na essência e não formar, mas às vezes tem uma maneira. Quando a atividade do espírito enche todo o cosmos, este espírito aproveita ocasiões, tem a possibilidade de evitar acidentes e pode atingir os dez mil coisas em um. Isto significa que durante uma luta, o nosso espírito não deve ser influenciada por nenhum movimento do adversário, por qualquer uma das ações de seu corpo e seu espírito. Nosso espírito deve ir livre, espero que não para atacar o adversário, ou deixar de prestar atenção. Deve ser totalmente atenta a cada momento.

Na nossa vida diária é a mesma. Algumas pessoas só pensam em dinheiro, uma vez que pode satisfazer a todos. Mas, para ele, eles perdem a sua honra. Outros só querem honrar e perder seu dinheiro. Alguns se concentrar apenas no amor, perder o seu dinheiro e energia. "Mas a nossa felicidade não é unilateral."

Criamos nossas vidas, tornar-se livre, desapegado, única atento ao aqui e agora: tudo está aqui.
"O reflexo da lua no rio está sempre em movimento. No entanto, existe a lua e não está indo para lá." Mantém-se, mas não se move. É um poema muito curto sobre o segredo do Zen e artes marciais, e um grande koan. A corrente de água nunca retorna para trás. A água passa, ele passa ... mas a lua não se move. durante o combate, o espírito deve ser como a lua, mas o corpo eo momento em que gastar, gastar como atual. O momento presente nunca retorna. Durante o zazen, cada uma das nossas inspirações e expirações é agora, e nunca retorna. Você pode se recusar a respiração, mas agora não é o mesmo de antes. Depois de respirar não é como antes. Ontem foi ontem. Hoje é hoje. É diferente. Eu sempre digo que devemos nos concentrar "aqui e agora" criar "aqui e agora". Desta forma, pode-se tornar-se "cool" novamente. Zazen hoje não é o mesmo de ontem. Zazen deve ser sempre fresco, "aqui e agora." Você não deve relaxar durante zazen, ou durante o treino de artes marciais. Metade não é bom. Deve ser feito todo o caminho, estar plenamente. Não devemos reter traços de energia. Foco significa uma saída total, a quitação total de energia. Esta deve ser em todos os atos da vida.
No mundo moderno, vemos o oposto; jovens vivem meio e meio morto. Eles têm uma sexualidade incompleta. E enquanto trabalha ou durante zazen acha que o sexo, e vice-versa.
Mas se a energia estiver completamente descarregada, pode absorver energia fresca fluindo como o fluxo de água.

Durante o combate, se a energia restante é salvo, você não pode ganhar. Este é um segredo de artes marciais. Não devemos aprender com técnica waza. Deve ser criado. Se um homem rico dá dinheiro a seu filho, ele não aprende a ganhar. E, inversamente, o filho de um homem pobre conhecer o método para adquirir criar. As artes marciais não são um teatro ou um show. Isso não é verdade Budo. O segredo de artes marciais, Kodo Sawaki sempre disse, é que nenhuma nenhuma vitória nem a derrota. Você não pode vencer ou ser derrotado! Esporte e artes marciais são diferentes. Nos esportes, há tempo. Nas artes marciais há apenas o momento, por exemplo, no beisebol, "massa" esperado a bola, não há tempo. A ação não ocorre no instante. O mesmo acontece no tênis, rugby, futebol, todos os outros esportes. O tempo passa e pode pensar sobre algo por um curto período de tempo, enquanto se espera! Em artes marciais é sem tempo de espera. Vitória e não a vitória, a vida ou não-vida, são decididos em um instante. Você tem que viver o momento: aqui é onde a vida ea morte estão totalmente decididos.

Autor: Deshimaru, Mestre Zen

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Escolas tradicionais

Koryu é uma palavra japonesa que é composto de dois termos:

"Ko", que significa antiga ou tradicional, e "Ryu", que refere-se à escola. Juntos, eles formam a palavra Koryu, que significa "escolas clássicas ou tradicionais."

Bujutsu, uma palavra também é composta por dois termos:   "Bu" derivado de um Kanji ou chinês caráter que significa "parar a lança" ou "parar o conflito" e "Jutsu", que geralmente se refere a "técnica".

Juntos, eles formam a palavra Koryu Bujutsu que significa algo como: "técnicas tradicionais Escola de Guerra" Claro para artes de combate pensamento samurai visam a vida e a morte.

Geralmente essas escolas foram fundadas em um templo dedicado a alguma divindade japonês (kami) através do Xintoísmo ou religião budista. Seu fundador foi um guerreiro perito, com base na experiência pessoal, adquirido ao longo dos anos e luta constante (batalhas ou duelos) é dedicada a transmitir essas experiências inspirados misticamente por meio de sonhos ou aparições de divindades associadas com a sua orientação religioso, tudo isso, obviamente, enrolado em um cobertor da legenda.

Tradições clássicas têm características muitas definições. Elas foram desenvolvidas por e para o bushi (guerreiros samurai), e tem algum tipo de linhagem que data de cada diretor ou Menkyo Kaiden o fundador da tradição (Soke). Este é o "fluxo" da tradição; embora possa haver ramos (em algumas tradições cada geração pode desejar para formar sua própria "sub-tradição), geralmente a estrutura consiste em um" fluxo "do instrutor de cabeça através de estudantes para a próxima geração.

Durante centenas de anos, abrangendo vários períodos (1192-1869), foi criado e desenvolvido centenas de escolas tradicionais de artes marciais, mas hoje cerca de 50 permanecem Ryus (devidamente certificada e reconhecida pelo governo japonês, através Dai Nippon Butokukai.
Entre Koryu Bujutsu escolas destaques e ainda válido, podemos citar:
Enshin Muso Jikiden Ryu (fundada por Hayashisaki Jinsuke), Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu (fundada por Iizasa Choisai Ienao), Maniwa Nen Ryu, Kashima Shinto Ryu, Heiho Nitten Ichi Ryu (fundado por Miyamoto Musashi), Daito Ryu Aikijujutsu, Shinkage Ryu, Sui O Ryu, Ryu Mugai, entre outros.